19 de fevereiro de 2013

Guppy a "mudar" de sexo (post original de 16 de Fevereiro de 2013)

Reparei ontem à noite que tinha mais um macho no aquário dos gupis, pensava que tinha quatro e afinal são cinco. Uma das três "fêmeas" está a começar a ganhar cores no corpo e já tem um gonopódio. O que vem desequilibrar ainda mais o rácio de fêmeas para machos, estou com cinco machos para duas fêmeas, felizmente estes gupies têm um comportamento diferente das variedades de aquário, exibem-se perante as fêmeas mas não passa muito disso, elas não aparentam sofrer de stress apesar da presença maioritário de machos. Espero no entanto que com rácio venha a ficar mais equilibrado nos próximos meses com a reprodução deste grupo.
É um caso curioso de um macho que só tardiamente amadurece sexualmente mas que não é tão raro quanto isso entre vivíparos.


Esta primeira foto é de 8 de Fevereiro em que se pode observar o indivíduo em causa, apesar de um pouco desfocado, e notar já uma coloração incipiente que pode até ser confundida com reflexos, bem como um gonopódio que pode também ser confundido com uma barbatana contraída. Na altura em que tirei a foto não tinha reparado em nada disto, só ontem notei que se tratava de um macho. O que na foto que se segue, tirada hoje, é já evidente.


Aqui deixo uma actualização deste post, a diferença é que as cores estão um pouco mais intensas e mais extensas na cauda. Foto tirada a 19 de Fevereiro:


15 de fevereiro de 2013

Poecilia orri - biótopo

Dois vídeos de uma espécie  de vivíparo menos conhecida no seu habitat natural. O autor dos vídeos identifica-a como Poecilia salvatoris e também a mim me parecia, porém dada a localização em que o próprio diz ter feito os vídeos tenho que concordar com o comentário que a identifica como Poecilia orri. São as duas espécies bastante parecidas, porém uma delas não está referenciada como existindo no México, em Cobá, mais especificamente, e a outra sim.

Este habitat é um cenote, uma gruta parcialmente submersa, dada a distância a que este local se encontra do mar é muito provavelmente de água doce - o que é interessante porque contraria a ideia geral de que as molies são de água salobra (várias espécies efectivamente são).



Outra coisa que reparei nos vídeos e que me pareceu interessante é a formação tipo cardume que se observa, o que pode ter que ver com este habitat concreto, algo despojado. Por outro lado parece haver também um número muito maior de fêmeas que de machos, porém isso pode ser a qualidade da imagem que engana, ou pode também ser um caso de apenas os machos dominantes exibirem um vermelho mais vivo?


14 de fevereiro de 2013

Evolução de guppy

O mesmo peixe fotografado com uma semana e pouco de diferença, além da diferença mais evidente do tamanho da cauda (que tinha sido mordida e estava novamente a crescer) há também diferenças na coloração, tanto a barbatana dorsal como o pedúnculo caudal têm agora manchas escuras bem evidentes.

Foto tirada a 3 de Fevereiro, o gupi em questão é o que está mais ao centro.


 Foto tirada a 14 de Fevereiro.

13 de fevereiro de 2013

Xenotoca eiseni

Não vou fazer uma ficha sobre esta espécie pois já existe uma excelente aqui, e pouco mais poderia acrescentar quanto a dados científicos, pelo que falarei apenas da minha experiência e observações.

Mantenho neste momento seis adultos jovens desta espécie, três machos e três fêmeas, não é o melhor rácio, um macho para duas fêmeas seria melhor, mas neste momento estou a tentar constituir uma colónia, estão num aquário de 60 litros e penso brevemente passá-los para um de 100 litros, pelo que não é a melhor opção comprar mais peixes agora - até porque já tenho neste momento no aquário oito alevins, o que me parece um bom ponto de partida para a constituição da colónia, de depois vir que o rácio não é o melhor verei que providências tomar para o corrigir.

São neste momento mantidos a 22ºc, com pH 7 e KH 8,5, o tanque como já disse leva 60 litros brutos, a vegetação é pouca por enquanto: valisnérias e uma cryptocoryne, coloquei-as principalmente para proporcionar alguns esconderijos no aquário, que se reverlarm bastante necessários, como explicarei adiante.

O aquário está montado há cerca de um mês, comecei por lá colocar quatro X. eiseni, dois machos e duas fêmeas, e inicialmente tudo estava a correr sem sobressaltos. Passadas umas duas semanas no novo tanque, um dos machos (o mais pequeno, apesar de o tamanho de os dois ser muito aproximado) começou a afirmar-se como dominante e bastante territorial. Começou a manifestar uma enorme agressividade para com o outro macho, que ficou inclusivamente com uma luxação na zona da cabeça que só recentemente, após um tratamento com Esha 2000 começou a melhorar. Rapidamente procurei minimizar o problema colocando algumas plantas no aquário para que os dois machos não estivessem sempre no campo de visão um do outro. Isto não resolveu de modo nenhum o problema, apenas permitiu ao macho agredido encontrar alguns períodos de refúgio. Após constatar que o problema se mantinha, decidi adquirir um novo macho, um pouco maior para aumentar as hipóteses de resistência à agressividade do macho dominante, e uma nova fêmea para manter pelo menos o rácio de 1:1. Durante os primeiros dois dias o macho dominante continuou a manter os níveis de agressividade, e colocou o macho recém-chegado também a esconder-se a maior parte do tempo. À medida que o novo macho se tem adaptado ao aquário tenho também notado que a agressividade do macho dominante é menor, ainda persegue os outros mas com menos insistência, tanto o novo macho como o que inicialmente era o perseguido vão mostrando alguns sinais de afirmação. Parece-me que é uma questão de tempo até a agressão deixar de ser um problema.

O macho agressor.

12 de fevereiro de 2013

Vivíparos selvagens

Voltei há poucas semanas a manter peixes, focando-me novamente em vivíparos, desta vez  das variedades não domésticas principalmente, e mantenho neste momento as seguintes espécies: Poecilia reticulata (selvagens de origem colombiana), Poecilia wingei, Limia tridens, Xenotoca eiseni e Xiphophorus maculatus (as duas únicas variedades de aquário que mantenho são estes platis, duas fêmeas bumblebee e um macho sunset wag). Nos próximos tempos irei postar sobre cada uma destas espécies e a experiência de mantê-las. Na verdade este blogue irá, daqui em diante, focar-se tendencialmente em vivíparos.















Alguns dos meus gupis selvagens.

1 de fevereiro de 2013

Novidades

Estou de volta às lides, e em breve haverão aqui novidades.

14 de abril de 2011

Ruivaco-do-oeste

Um artigo bastante interessante sobre uma espécie autóctone e sobre um trabalho de conservação desta espécie que está a ser levado a cabo, pena não falarem um pouco mais sobre a espécie.

Ruivacos-do-oeste repovoam rio Alcabrichel - Ecosfera - PUBLICO.PT

20 de janeiro de 2010

Vivíparos

Tinha pensado escrever este post como um resumo do que ocorreu desde o último que aqui escrevi, no âmbito deste meu regresso à aquariofilia, porém penso que um post sobre vivíparos resume bem isso, tal como os meus planos futuros. O que quero dizer é que o meu interesse por este tipo de peixes, que não é de agora, acentuou-se nos últimos tempos, especialmente na medida em que se tornou exclusivo. O colapso aquariófilo que descrevi no último post acabou assim por ter algum aspecto positivo: o de me permitir o focar apenas nestes peixes. Tenho ainda peixes de outros tipos, nomeadamente os Tanichtys albonubes (que provavelmente irei manter como única excepção no longo prazo, pois acabei por me afeiçoar a eles), uma fêmea de Betta splendens e um grupo de quatro Pseudomugil gertrudae - as duas espécies, agora arrependo-me um pouco de as ter adquirido, mas seja como for é provável que mantenha os gertrudes pelo menos até conseguir a sua reprodução, um objectivo que não é de agora, já a beta provavelmente irei oferecê-la a um parente uma vez que é um peixe fácil de cuidar.

O que adquiri entretanto foram dois grupos de poecilídeos, um de endlers (Poecilia wingei) e outro de Espadas (Xiphophorus hellerii). Os endlers não consigo estar certo do seu grau de pureza, todavia tenho tantos motivos para acreditar que são puros como que são híbridos de guppy, na verdade o seu comportamento tem pouco de guppy e bastante de endler, pelo que é possível que sejam puros. Já os espadas, de selvagem têm apenas o aspecto, que foi o que me fascinou, já tinha visto fotos de espadas selvagens e estes se não são iguais estão muito próximos, o que me parece provável é que seja um caso de regressão para o fenótipo selvagem, por via de uma reprodução em cativeiro sem intervenção humana, em termos de selecção. Mas para mais sobre este assunto o melhor é ver o tópico que criei no Fórum Aquariofilia.
















Os espadas (Xiphophorus hellerii) de coloração selvagem.

















Um dos 3 machos endler (Poecilia wingei) que adquiri, com uns Tanichtys albonubes a espreitar.

Uma das coisas que há em comum com estes dois casos é o facto de serem fenótipos selvagens - além de serem vivíparos claro - o que não é mais afinal do que uma manifestação do meu interesse por espécies raras e "selvagens" de vivíparos.

Dito isto, estou com planos de brevemente adquirir mais algumas outras espécies, objectivo para o qual tenho estado a preparar os aquários que fui reactivando (isso é matéria para outro post), algumas das que me têm estado a fascinar e cuja obtenção e manutenção penso que é viável: Xenotoca eiseni, Poecilia salvatoris e Limia tridens; outra é a Poecilia reticulata, mas tratam-se de exemplares originários de uma população selvagem, mas verei com tempo como vou organizar isso. Tenho que resolver-me quanto a passagem das amecas para o aquário maior ou não, o problema é que são uns bichos truculentos que podem stressar espécies mais sensíveis, e se o aquário onde estão agora acaba por ser um pouco pequeno para elas, se as passar para o maior é possível que não consiga lá meter mais nenhuma espécie.


23 de dezembro de 2009

Regresso

Depois de um interregno maior do que alguma vez calculei, quando o anunciei, vou reactivar o blog dentro das possibilidades de tempo que tenho para dedicar à aquariofilia - o blog será algo que actualizarei apenas quando houver coisas dignas de interesse a relatar, será mais um "jornal" do que um esforço sistemático de acumular informação sobre espécies de peixes e plantas, algo que na sua encarnação anterior tentou, em certa medida, ser.

Este meu regresso à actividade é também o culminar de tempos atribulados em que os meus aquários se viram reduzidos a uma colónia de Ameca splendens e outra de Tanichtys albonubes (duas autênticas espécies de combate, como se sabe), será este o ponto de partida - não me desagrada nada, a verdade é que nos últimos tempos tinha peixes a mais e aquários a mais, estava-me a consumir demasiado tempo e dinheiro. Nada como simplificar as coisas para que elas voltem a funcionar.

Seja como for, além da manutenção destas duas colónias (dois aquários) o meu projecto principal agora é reactivar um aquário de 100 litros e ir constituindo lá um comunitário asiático.
Irei dando notícias.


2 de outubro de 2007

Blog suspenso

O blog encontra-se suspenso e vai ficar assim durante algum tempo (uns 11 meses provavelmente) pois encontro-me fora de Portugal, deixei os meus aquários bem entregues e nem sequer mantenho nenhum neste momento.

P.S. - A tentação de arranjar um pequeno aquário vai-se fazendo sentir...


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