Estou a fazer diligências para arranjar alguns exemplares e pode ser que em breve aqui escreva sobre a minha experiência com estes animais lindíssimos. Por enquanto deixo aqui uma foto para ir aguçando o apetite.
Aqui falarei de tudo o que se relacione com aquariofilia de água doce com ênfase especial na manutenção de vivíparos selvagens das famílias Goodeidae e Poeciliidae, bem como a recriação dos biótopos naturais onde podem ser encontrados.
Foi em boa parte esta característica que me fez interessar-me pelos peixes, inicialmente tomei conhecimento da existência do Trichopsis vittata desconhecendo a existência do pumila, e procurei encontrar alguns exemplares em vão, posteriormente tomei conhecimento da segunda espécie e de uma loja que a tinha para venda, meio renitente – pois não era a espécie que buscava – e desconhecendo as incríveis semelhanças entre as duas, bem como a vantagem (para mim) das menores dimensões da segunda deixei passar a oportunidade de adquirir alguns exemplares. Parte desta história está documentada num tópico que abri no Fórum Aquariofilia e que pode ser lido em: http://www.aquariofilia.net/forum/viewtopic.php?t=47996 , seja como for adquiri, faz agora dois dias, dois exemplares do que vim a descobrir serem afinal Trichopsis vittata, poucos e já sem se encontrarem nas melhores condições de saúde, um deles descobri-o morto há pouco.
Quanto ao outro anda muito timidamente pelo aquário com um aspecto ainda bastante fragilizado, se sobreviver vou tentar adquirir mais alguns exemplares num futuro próximo (a mesma loja onde os comprei parece que vai fazer nova importação) e constituir uma colónia viável. Se não o conseguir, uma outra loja vai proximamente tentar fazer uma importação de Trichopsis pumila e irei centrar-me nessa espécie, aliás mais adequada às dimensões do meu comunitário asiático. Desejem-me alguma sorte!
Este é um dos dois exemplares de Trichopsis vittata que adquiri.
Para quem quiser saber mais sobre estas espécies recomendo a leitura dos seguintes sites:
http://www.aquariumfish.com/aquariumfish/detail.aspx?aid=25598&cid=4150&search
http://en.wikipedia.org/wiki/Trichopsis_vittata
http://aquaworld.netfirms.com/Labyrinthfish/Trichopsis/Trichopsis_vittatus.htm
http://www.aquarticles.com/articles/breeding/Peters_Trichopsis_vittatus.html
http://articles.gpasi.org/trichopsis_pumilus.html
http://aquaworld.netfirms.com/Labyrinthfish/Trichopsis/Trichopsis_pumila.htm
http://www.aquarticles.com/articles/breeding/Korotev_Trichopsis_pumila.html
Este é um dos primeiros resultados da nova abordagem relativa aos aquas de que falei no post anterior - uma montagem de
Neste momento são os seguintes os habitantes:
3 Jordanelas, Jordanella floridae (1 macho e 2 fêmeas)
7 Gupis, Poecilia reticulata var. “snakeskin” (1 macho e 6 fêmeas)
2 Límias, Limia nigrofasciata (casal)
3 Ampulárias, Pomacea bridgesii
Vários Caracóis, Planorbis spp. e Physas spp.
A flora consiste de:
Sagittaria platyphylla
Bacopa Monnieri
Echinodorus parviflorus
Ceratophyllum demersum
E agora as fotos:
Um plano geral do aqua.
Duas fêmeas, uma de Jordanela e uma de Gupi a fazerem-se à foto.
Ser aquariófilo em férias é uma condição que pode apresentar situações delicadas para o bem-estar dos aquários quando as ausências são muitas e se prolongam quase sempre por mais de uma semana, felizmente um amigo meu, ex-aquariófilo (que em vão tenho tentado fazer regressar ao vício), tem tido simpatia de ir mantendo os serviços minímos nos meus aquas. Têm no entanto sido umas férias bastante dedicadas à aquariofilia. Como – perguntarão talvez, já que tenho quase sempre estado longe dos aquas? A resposta encontra-se naquilo que têm sido uma boa parte das minhas leituras este Verão: artigos e textos técnicos sobre o hobby onde tenho encontrado um manancial de fascinação quase tão grande como o contacto directo com os aquas é; tenho aprofundado seriamente os meus conhecimentos sobre princípios mais ou menos técnicos, sobre algumas espécies que já conhecia e sobre novas que muito gostaria de vir a conhecer em primeira-mão; percebi porque certas práticas que tantas vezes escutamos recomendar fazem pleno sentido, o “porquê” por detrás do dogma.
As duas principais fontes de informação têm sido revistas da especialidade e sites homólogos na net, sobre as primeiras não me vou alargar muito agora, sobre as segundas vou aqui deixar os links para alguns dos artigos mais interessantes que tenho encontrado nos últimos tempos. Por falta de disponibilidade não me vou alargar nos meus comentários aos ditos artigos, porém, espero no futuro fazer disso uma prática cada vez mais constante.
Um artigo interessante e sólido, que dá pelo nome de How to breed White Clouds e é, como provavelmente já calcularam, sobre uma das espécies que se encontra mais solidamente radicada no meu “panteão” aquariófilo, o Tanichtys albonubes. A fonte é uma revista que desconhecia até há pouco tempo atrás, a Practical Fishkeeping Magazine, de origem britânica e cujo site é de excelente qualidade, bem como prodigioso na quantidade e qualidade do material que disponibiliza para acesso livre – recomendo muito seriamente.
Sobre outro dos meus favoritos, o Crossocheilus siamensis, encontrei num site chileno este artigo sobre a espécie, que recomendo. Curiosamente, o último número da revista espanhola Acuario Práctico trazia também um extenso artigo sobre o Comedor de Algas Siamês.
Finalmente, por hoje, um animal que apenas hoje tomei conhecimento da sua existência, Trichopsis vittata ou Gourami Coaxante, um Gourami de pequenas dimensões, bastante social, com um um comportamento fascinante e que coaxa! A fonte é novamente o site de uma revista, americana, a Aquarium Fish – The Croaking Gourami.
Este é um dos pequenos projectos que estou a desenvolver na minha casa de Setúbal, onde só vou de vez em quando e onde os aquas ficam entregues aos cuidados dos meus pais. É uma tentativa séria de um quase plantado, é-o praticamente, só que numa versão muito low-tech, que não é aquilo que idealmente considero um plantado... mas desses ainda não fiz nenhum... é o grande projecto por onde ainda não sei que ponta pegue. Neste a ideia é criar um pequeno jardim que terá como habitantes um Beta, uns Harlequins e possivelmente um Kuhlii ou uma Botia Zebra, segue em termos tolerantes a linha de biótopo asiático de água quente e com bastante vegetação.
Equipamento:
Tanque de
Substrato de areão miúdo
Permite um melhor desenvolvimento de plantas de pequenas dimensões.
Iluminação Dymax Clip Lighting de 11 watts.
Filtro externo de cascata Jebo 501 Mini Filter de 250 l/h
Pouca corrente, apenas alguma agitação superficial.
A iluminação e o filtro são por enquanto uma opção de compromisso. A lâmpada usei a que já tinha, compacta de 15 watts, na calha original do aquário, que é um Aquapor de
Termóstato de 25 watts.
Optei por um Elite, dos de tamanho mini que apenas aquecem a água entre 2-
Termómetro interno.
Flora:
Cryptocoryne lucens, Limnophila aromática, Blyxa japónica, Vesicularia dubyana.
Plantas possíveis para tapete: Glossostigma elatinoides, Pogostemon helferi, Utricullaria graminifolia.
Desta flora, acima enunciada, apenas o Musgo de Java (Vesicularia dubyana) e a Utricullaria graminifolia coloquei no aqua, as outras plantas que lá pus foram a Didiplis diandra que tinha estacada e semi-atrofiada num outro aqua e que resolvi pô-la neste tentando a sua sorte, além a Didiplis lá coloquei uma Microsorum pteropus “Windelov” linda que tinha num setup de água fria que desmontei. Pus também dois pés de Ceratophylum demersum a ver se pegam e “enchem” de verde o aqua.
Fauna:
Beta (Betta splendens), Pangio kuhlii, Botia striata.
Opções para grupo:
Rasbora heteromorpha
Neocaridia denticulata sinensis var. “red cherry”
Em princípio é péssima ideia, a colocar de parte, já que a Utricularia é carnívora e gosta bastante de pequenos crustáceos e afins.
A fauna consiste, por enquanto, de uma Beta fêmea e uma Rasbora Harlequin; estas últimas têm consistido num problema, das 4 iniciais que lá coloquei apenas uma sobreviveu até agora… desconfio que possa ser da água do aquário ser ainda muito nova e este estar longe de estar equilibrado. Seja como for já entendi que a colocação da fauna neste aqua vai ter que ser particularmente demorada e cuidadosa para que não ocorram mais baixas perfeitamente evitáveis.
É, em linhas gerais, este o projecto e o seu estádio de desenvolvimento. À medida que se forem registando evoluções irei aqui dando delas conta.
P.S. – A itálico estão comentários meus, muitos deles posteriores às intenções iniciais descritas.
