The Origins of the Hobby Most Hybridized Fish
Aqui falarei de tudo o que se relacione com aquariofilia de água doce com ênfase especial na manutenção de vivíparos selvagens das famílias Goodeidae e Poeciliidae, bem como a recriação dos biótopos naturais onde podem ser encontrados.
12 de setembro de 2006
Leituras recomendadas II – The Origins of the Hobby Most Hybridized Fish
The Origins of the Hobby Most Hybridized Fish
10 de setembro de 2006
Microsorum pteropus
31 de agosto de 2006
Leituras recomendadas
Ser aquariófilo em férias é uma condição que pode apresentar situações delicadas para o bem-estar dos aquários quando as ausências são muitas e se prolongam quase sempre por mais de uma semana, felizmente um amigo meu, ex-aquariófilo (que em vão tenho tentado fazer regressar ao vício), tem tido simpatia de ir mantendo os serviços minímos nos meus aquas. Têm no entanto sido umas férias bastante dedicadas à aquariofilia. Como – perguntarão talvez, já que tenho quase sempre estado longe dos aquas? A resposta encontra-se naquilo que têm sido uma boa parte das minhas leituras este Verão: artigos e textos técnicos sobre o hobby onde tenho encontrado um manancial de fascinação quase tão grande como o contacto directo com os aquas é; tenho aprofundado seriamente os meus conhecimentos sobre princípios mais ou menos técnicos, sobre algumas espécies que já conhecia e sobre novas que muito gostaria de vir a conhecer em primeira-mão; percebi porque certas práticas que tantas vezes escutamos recomendar fazem pleno sentido, o “porquê” por detrás do dogma.
As duas principais fontes de informação têm sido revistas da especialidade e sites homólogos na net, sobre as primeiras não me vou alargar muito agora, sobre as segundas vou aqui deixar os links para alguns dos artigos mais interessantes que tenho encontrado nos últimos tempos. Por falta de disponibilidade não me vou alargar nos meus comentários aos ditos artigos, porém, espero no futuro fazer disso uma prática cada vez mais constante.
Um artigo interessante e sólido, que dá pelo nome de How to breed White Clouds e é, como provavelmente já calcularam, sobre uma das espécies que se encontra mais solidamente radicada no meu “panteão” aquariófilo, o Tanichtys albonubes. A fonte é uma revista que desconhecia até há pouco tempo atrás, a Practical Fishkeeping Magazine, de origem britânica e cujo site é de excelente qualidade, bem como prodigioso na quantidade e qualidade do material que disponibiliza para acesso livre – recomendo muito seriamente.
Sobre outro dos meus favoritos, o Crossocheilus siamensis, encontrei num site chileno este artigo sobre a espécie, que recomendo. Curiosamente, o último número da revista espanhola Acuario Práctico trazia também um extenso artigo sobre o Comedor de Algas Siamês.
Finalmente, por hoje, um animal que apenas hoje tomei conhecimento da sua existência, Trichopsis vittata ou Gourami Coaxante, um Gourami de pequenas dimensões, bastante social, com um um comportamento fascinante e que coaxa! A fonte é novamente o site de uma revista, americana, a Aquarium Fish – The Croaking Gourami.
4 de agosto de 2006
Nano Biótopo asiático, “Beta”, de 15 litros
Este é um dos pequenos projectos que estou a desenvolver na minha casa de Setúbal, onde só vou de vez em quando e onde os aquas ficam entregues aos cuidados dos meus pais. É uma tentativa séria de um quase plantado, é-o praticamente, só que numa versão muito low-tech, que não é aquilo que idealmente considero um plantado... mas desses ainda não fiz nenhum... é o grande projecto por onde ainda não sei que ponta pegue. Neste a ideia é criar um pequeno jardim que terá como habitantes um Beta, uns Harlequins e possivelmente um Kuhlii ou uma Botia Zebra, segue em termos tolerantes a linha de biótopo asiático de água quente e com bastante vegetação.
Equipamento:
Tanque de
Substrato de areão miúdo
Permite um melhor desenvolvimento de plantas de pequenas dimensões.
Iluminação Dymax Clip Lighting de 11 watts.
Filtro externo de cascata Jebo 501 Mini Filter de 250 l/h
Pouca corrente, apenas alguma agitação superficial.
A iluminação e o filtro são por enquanto uma opção de compromisso. A lâmpada usei a que já tinha, compacta de 15 watts, na calha original do aquário, que é um Aquapor de
Termóstato de 25 watts.
Optei por um Elite, dos de tamanho mini que apenas aquecem a água entre 2-
Termómetro interno.
Flora:
Cryptocoryne lucens, Limnophila aromática, Blyxa japónica, Vesicularia dubyana.
Plantas possíveis para tapete: Glossostigma elatinoides, Pogostemon helferi, Utricullaria graminifolia.
Desta flora, acima enunciada, apenas o Musgo de Java (Vesicularia dubyana) e a Utricullaria graminifolia coloquei no aqua, as outras plantas que lá pus foram a Didiplis diandra que tinha estacada e semi-atrofiada num outro aqua e que resolvi pô-la neste tentando a sua sorte, além a Didiplis lá coloquei uma Microsorum pteropus “Windelov” linda que tinha num setup de água fria que desmontei. Pus também dois pés de Ceratophylum demersum a ver se pegam e “enchem” de verde o aqua.
Fauna:
Beta (Betta splendens), Pangio kuhlii, Botia striata.
Opções para grupo:
Rasbora heteromorpha
Neocaridia denticulata sinensis var. “red cherry”
Em princípio é péssima ideia, a colocar de parte, já que a Utricularia é carnívora e gosta bastante de pequenos crustáceos e afins.
A fauna consiste, por enquanto, de uma Beta fêmea e uma Rasbora Harlequin; estas últimas têm consistido num problema, das 4 iniciais que lá coloquei apenas uma sobreviveu até agora… desconfio que possa ser da água do aquário ser ainda muito nova e este estar longe de estar equilibrado. Seja como for já entendi que a colocação da fauna neste aqua vai ter que ser particularmente demorada e cuidadosa para que não ocorram mais baixas perfeitamente evitáveis.
É, em linhas gerais, este o projecto e o seu estádio de desenvolvimento. À medida que se forem registando evoluções irei aqui dando delas conta.
P.S. – A itálico estão comentários meus, muitos deles posteriores às intenções iniciais descritas.
1 de agosto de 2006
Gertrudes (Pseudomugil gertrudae)
Weber, 1911

Um exemplar macho de Pseudomugil gertrudae.
Ordem: Atheriniformes.
Família: Pseudomugilidae.
Sinónimos: Pseudomugil gertrudei.
Sinónimos comuns: Olho-azul de Pintas; em inglês: Spotted Blue-eye, Gertrude's Rainbow.
Origem: Norte e Sudoeste da Nova Guiné e Norte da Austrália.
Habitat natural: Podem ser encontrados em pequenos arroios, lagoas e pequenos riachos geralmente com vegetação densa.
Descrição: O corpo é moderadamente comprimido e alargado e tem uma coloração que pode variar em cada indivíduo entre e o verde, o azul e o prateado translúcido, entre os olhos e as barbatanas peitorais têm uma zona de cor avermelhada. As escamas nos lados do corpo possuem pequenos rebordos negros em cada uma, formando várias filas horizontais de cor escura que percorrem a totalidade do corpo, sendo que uma delas, a central, é mais consistente e “marcada”. É caracterizado por possuir duas barbatanas dorsais, a primeira mais pequena e em forma de “gancho” quando erecta; a coloração das barbatanas dorsais, anais e caudais pode variar de indivíduo para indivíduo entre tons de branco, amarelo, azul, verde manchadas de pequenos pontos negros de forma oblonga e têm muitas vezes um fino rebordo branco; as barbatanas peitorais são transparentes com um bordo superior de cor amarela intensa (podendo contudo serem cor-de-laranja ou mesmo de um laranja avermelhado), as barbatanas ventrais são semi-transparentes e tem um tom esbranquiçado ou amarelado. Os olhos são de um azul intenso, de onde deriva a sua denominação em inglês.
Comprimento máximo: 4 cm.
Dimorfismo sexual: Os machos têm as barbatanas dorsais, anal e peitorais mais alongadas e mais pontilhadas do que as fêmeas. A fêmea pode ter um tom geral alaranjado que se torna mais intenso junto à barbatana caudal. Ambos os sexos têm as barbatanas salpicadas de pequenos pontos negros, estes porém podem ser em maior número nos machos.
Esperança de vida: Cerca de 3 anos; havendo no entanto quem tenha uma experiência com esta espécie em que esta aparenta ter uma vida geralmente curta, apontando para a possibilidade de poder ser uma espécie anual, para mais informação ver em: http://www.aquarticles.com/articles/breeding/Kaznica_Gertrudes_Rainbow.html .
Temperatura: 23-30 °C.
pH: 5.2 - 6.7 pH.
Dureza da água: De macia a média, entre 3 a 12 ° dGH.
Dieta: Na natureza é essencialmente insectívoro alimentando-se de pequenos insectos, larvas e também crustáceos, no aquário pode ser alimentado com flocos e variados tipos de comida desde que estas sejam de um tamanho acessível às suas pequenas bocas.
Hora de actividade: São diurnos.
Aquário: Devido às suas reduzidas dimensões são adequados para pequenos aquários, a partir dos 20 litros (para que se possa manter um pequeno grupo). Este deve ser densamente plantado com um área parcialmente livre para que estes possam nadar; não deve ter uma corrente muito forte. A presença de Musgo de Java pode facilitar a reprodução.
Zonas do aquário: Todas as zonas.
Sociabilidade: São pequenos peixes, pacíficos e sociais que interagem particularmente entre a sua própria espécie dedicando-se a permanentes rituais de definição de hierárquica, de carácter pacifico, entre machos que se exibem entre si e perante as fêmeas. Perante outras espécies são extremamente pacíficos e tendem a ignorar a sua presença.
Variedades: As variações ocorrem entre as diversas populações selvagens e prendem-se essencialmente com as tonalidades de coloração.
Reprodução: Em estado selvagem a época de reprodução é entre Outubro de Dezembro. É um peixe de fácil reprodução, ovíparo e prefere desovar no fundo do aquário onde deve ser colocado um mop ou um pedaço de Musgo de Java. A desova tem início, geralmente, durante a manhã e pode durar o dia todo, podendo as fêmeas por cerca de 10 ovos por dia, estes são transparentes, medem cerca de um 1mm de diâmetro e demoram (dependendo do factor temperatura) entre 10 a 20 dias a eclodir.
Os ovos, no caso de existirem outras espécies no aquário, devem ser removidos para um aquário próprio onde irão eclodir, num aquário específico a reprodução tem lugar sem que os pais pareçam incomodar os alevins. Os alevins quando nascem são tão pequenos que não podem que têm que se alimentar de microorganismos durante cerca de uma semana, a partir do momento em que os alevins conseguem nadar podem ser alimentados por infusória ou náuplios de artémia; o crescimento destes é rápido e em cerca de 3 meses atingem o estado adulto.
Comportamento: São pequenos peixes muito belos e pacíficos, são curiosos e interagem muito entre si, os machos competem entre si a maior parte do tempo exibindo as suas barbatanas quando mantidos num pequeno grupo. Sem que sejam um peixe de cardume propriamente dito são certamente um peixe de grupo e que necessita da companhia da sua própria espécie para se sentir feliz.
História e curiosidades: Foi pela primeira vez capturado nas Ilhas Aru, ao Sul da Nova Guiné. O seu nome específico, gertrudae, foi-lhe atribuído em honra da esposa, de nome Gertrudes, de um cientista que visitava as ditas ilhas, um tal Dr. Hugo Merton.
Férias e aprendizagens
14 de julho de 2006
Medaka Japonês (Oryzias latipes)
Temminck & Schlegel, 1846
Um exemplar macho do Medaka Japonês.
Família: Adrianicthyidae.
Subfamília: Oryziinae.
Sinónimos: Poecilia latipes, Aplocheilus latipes.
Sinónimos comuns: Medaka, Peixe-do-arroz Japonês, e em inglês: Japanese medaka, Japanese ricefish.
Origem: No Japão mas também na China, Formosa, Coreia e Vietname.
Habitat natural: Rios de águas lentas e arrozais, cursos de água subtropicais.
Descrição: São peixes esguios e comprimidos lateralmente, a sua coloração em estado selvagem é de um cinzento-prateado, sendo nas variedades de aquários ou branca ou amarela – as duas principais variedades obtidas por reprodução selectiva. A barbatana dorsal ocupa uma posição marcadamente posterior, próxima do pedúnculo caudal; a barbatana anal é mais extensa do que é normal, por comparação com a dorsal que tem uma dimensão menor do que esta.
Comprimento máximo: 4 cm.
Dimorfismo sexual: As fêmeas são geralmente mais “cheias” do que os machos e estes têm as barbatanas dorsal, peitoral e anal mais desenvolvidas. Outro sinal distintivo poderá a presença de uma abertura separando os raios da barbatana dorsal, na sua zona inferior, nos machos (sendo está a forma de diferenciação mais fiável).
Esperança de vida: Pelo menos 3 anos confirma-se.
Temperatura: 18 a 24 °C, na natureza podem suportar durante breves períodos temperaturas extremas que se encontram numa amplitude entre os 5 e os 35 °C.
pH: Neutro a ligeiramente alcalino, 7 – 8.
Dureza da água: Ligeiramente dura a dura, 9 – 19 °dGH.
Dieta: São omnívoros e a sua dieta pode ser constituída por flocos (para peixes de água fria ou tropicais), zooplâncton, granulado, dáfnias e náuplios de artémia. Os Medakas alimentam-se à superfície do aquário podendo, no entanto, procurar comida no fundo do aquário.
Hora de actividade: São diurnos.
Aquário: Dadas as pequenas dimensões que a espécie atinge não será necessário um aquário muito grande, por outro lado, tendo em conta que são um peixe de grupo em que é conveniente existirem pelo menos 5 indivíduos no aquário, este deverá ter no mínimo 20 litros de capacidade. O aquário deve ter bastante vegetação em “arbusto” próxima da superfície que proporcione um suporte adequado para a desova. O aquário pode não ter aquecimento, visto esta espécie ser originária de águas temperadas e não tropicais – pelo mesmo motivo pode ter como companheiros de aquário outras espécies de águas temperadas e não-agressivas como: Tanichtys albonubes, Beaufortia leverettii ou mesmo Carassius auratus (até dimensões médias não existe risco algum), por exemplo. Podem viver durante os períodos menos frios do ano em lagos exteriores.
Zonas do aquário: Meio, no entanto podem-se vir alimentar-se à superfície e ao fundo.
Sociabilidade: São peixes pacíficos que, não sendo de cardume, gostam de viver em grupo; dão-se bem com todo o tipo de peixes desde que estes não sejam agressivos, pois não se defendem a si mesmos.
Variedades: As duas principais variedades “naturais” são a branca e a xântica (amarela), ambas obtidas por reprodução selectiva. Existem também, infelizmente, variedades que não são naturais, ou transgénicas – sendo estas fluorescentes e capazes de brilharem no escuro, através da adição de material genético de Medusas e comercializadas pela empresa de produtos de aquariofilia Azoo. A mais conhecida é a TK-1 “Golden Night Pearl” que emite uma cor amarela-esverdeada, existem também as variedades TK-3 e TK-4, entre outras, sendo as mencionadas de pigmentação azul e de fuchsina (avermelhada) respectivamente. Os criadores destas variedades transgénicas afirmam que as mesmas são estéreis. Para mais informação ver em: http://www.gio.gov.tw/info/nation/fr/fcr97/2005/04/p20.html .
Espécimes de uma variedade fluorescente.
Um espécime da variedade dourada.
Reprodução: São ovíparos de fertilização externa (havendo no entanto relatos da possibilidade de fertilização interna, ver em: http://www.fbas.co.uk/Ricefish.html ). Têm tendência a reproduzirem-se durante a Primavera, apesar de serem não-anuais. O processo é despoletado através da temperatura que deve ser ajustada para perto dos 25°C e o período de luz deve ser aumentado de modo a simular a extensão dos dias durante a Primavera. Durante o processo reprodutivo a fêmea ganha um aspecto que pode ser tão inchado como aquilo que é comum observar nos vivíparos, de seguida manterá os ovos fixados em cacho (cada um pode conter entre 10 e 20 ovos e estão pendurados e ligados entre si por um pequeno filamento opaco) entre o abdómen e a barbatana anal durante algumas horas, período em que o macho os fertiliza, depositando-os posteriormente em plantas de folhas preferencialmente finas ou num mop, onde se roça para desprendê-los. Neste ponto, para assegurar uma melhor taxa de sobrevivência dos alevins é aconselhada a remoção dos ovos para um aquário próprio. Este procedimento tem uma maior probabilidade de ser observado pela manhã que é o período preferido pelos machos para levarem a cabo a fertilização. Uma fêmea pode produzir ovos todos os dias durante um período de várias semanas.
Os ovos têm um tamanho entre 1 e 1.5 mm e são transparentes e demoram entre 1 e 3 semanas a eclodir, dependendo isso de vários factores como as características da água e a sua temperatura. Estes após a postura podem ser, à semelhança do que acontece com os killis, ser transferidos para um aquário próprio onde irão eclodir, durante o período de incubação é de especial importância a boa qualidade da água.
Os alevins são fáceis de criar e podem ser alimentados com comidas comerciais para alevins.
Uma fêmea com ovos apresentado um aspecto inchado.
Comportamento: É um peixe nada problemático e bastante robusto que gosta de viver em grupos com a sua espécie dando-se também bem em aquários comunitários com espécies pacíficas e de dimensões que não sejam demasiado grandes. São peixes extremamente pacíficos.
É, felizmente, um animal muito apreciado pelo povo japonês, especialmente as crianças, pelo seu carácter e aspecto simpático – sendo mesmo organizadas excursões escolares para observação e recolha de exemplares nos seus habitats naturais.
10 de julho de 2006
Setup nº5 - Nano "Biótopo" de Água Fria
Substrato:
Lavalite, diversos seixos médios de rio.
Equipamento:
Dymax Clip Lighting de 11 Watts.
Filtro externo de cascata Jebo 501 Mini filter de 250 l/h, material filtrante de esponja e EHEIM Substract pro, com oxigenação por agitação.
Aquário de “água fria” sem termóstato.
Termómetro interno.
Flora:
Musgo de Java (Vesicularia dubyana), altura de +5 cm, largura de +5 cm, luz muito baixa a muito alta, temperatura de 15-28 °C, pH de 5-9, crescimento lento, origem na Ásia.
Ceratophyllum demersum, altura de 5-+80 cm, largura de 5-+15 cm, luz muito baixa a muito alta, temperatura de 10-28 °C, pH de 6-9, crescimento rápido, origem cosmopolita.
1 Cladophora aegagropila, altura de 3-10 cm, largura de 3-10 cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 5-28 °C, pH de 6-8.5, crescimento muito lento, origem na Europa e Ásia.
Fauna:
Casal de Medakas Japoneses, (Oryzias latipes), comprimento máximo de 4 cm, temperatura de 18-24 °C, pH de 7-8, origem na Ásia – Japão, China, Coreia.
5 Vairões de Montanha da Nuvem Branca (Tanichthys albonubes), comprimento máximo de 4 cm, temperatura de 8-25°C, pH de 6-8, origem na China.

Agora um plano de pormenor.
24 de junho de 2006
Projectos
Um grande projecto que tenho vindo a formular, mas que só é exequível a médio prazo por motivos financeiros :P, um "Aquário Chinês" - Tanichtys albonubes, Beaufortia leverettii, Oryzias latipes (este não sendo propriamente chinês anda lá perto) e, claro, a eterna estrela deste mundo feito de água que dá pelo nome de Carassius auratus; é este tipo de fauna, de grande distinção e bonomia, que vai dar vida a este projecto. Está só a começar o projecto mas vai ser algo em grande; vou aqui criar uma série de entradas a ele dedicadas.
13 de junho de 2006
Mais mudanças e melhoramentos
Os últimos dias têm sido um pouco acelerados e com escasso tempo passado em casa perto dos aquários, logo as minhas actividades aquariofilas têm passado mais pela recolha de informação e aperfeiçoamento de ideias, reflexão sobre espécies que me interessem e que tenho possibilidades de manter, melhoramentos no funcionamento dos aquas e dos lay-outs. Foi no envolvimento destes pensamentos que tomei a decisão de reformular o aquário de 65 litros (isto faz já uns dias desde que iniciei esse trabalho), nunca fiquei contente com ele. O caso é que foi montado na pressa do entusiasmo de o montar. Já tenho bem obrigação de saber que as coisas só funcionam à altura das melhores expectativas quando se planificam e se gasta o tempo necessário à criação das condições adequadas.
O aquário de 65 litros, conclui, que tinha espécies de plantas demasiadamente diversificadas e que isso em termos visuais limitava a consistência do aquário. Em certa medida conclui o mesmo no que respeita aos peixes, tinha duas espécies de Tetras, os Neons e os Cobre (Paracheirodon innesii e Hasemania nana) e isso, ainda que em si não tenha mal algum, não dava nenhuma calma ou orientação visual ao aqua, havia sempre peixes dispersos por todo o aqua, sempre coisas a mexerem-se indistintamente, simplesmente não funcionava de modo que me parecesse agradável.
O aquário tinha uma parte com uma bela areia castanha e o restante com areão de vários tamanhos e várias cores misturadas (incluído algumas pepitas de areão colorido) que davam, no geral, um ar pardo ao areão que mal de distinguia da areia e, no particular um ar caótico, um tronco comprido com uma Anúbia erguido no meio do aqua e algumas rochas castanhas claras que apenas eram mais elementos que indefiniam o aqua em vez de o definir. Uma das coisas que de imediato percebi que tinha que alterar era o areão, com aquele o aqua nunca ficaria decente, apontei a mira para um areão escuro que contrastasse com a areia (essa sim bastante bonita), lá fui correndo as lojas numa prospecção de areão escuro; penso que o essencial da minha ideia seria algo que tivesse a ver com um Power Soil castanho da ADA, mas isso está muito além do alcance da minha bolsa, e já que o o aqua não vai ser um plantado (apesar de ter algumas plantas) o investimento não se justificava. Acabei por comprar um areão negro da Scalare, indicado como sendo próprio para ciclídeos, nada de mais além de uma provavél subida do pH que não me incomoda particularmente. Não é aquilo que tinha imaginado mas funciona razoavelmente bem o contraste entre o areão escuro e o verde das Hygrophilas que coloquei nessa zona do aqua. O problema que agora se me apresenta por resolver incide sobre que tipo de rochas vou por no aqua, tenho duas “manchas” principais, uns 2/5 de areia castanha clara e uns 3/5 de areão cinzento escuro, cortados por um tronco comprido e fino de um castanho muito escuro tombado no fundo numa posição que borda o recorte da mancha de areia; agora necessito de encontrar uma rocha razoavelmente grande que sirva como ponto focal do aqua cuja cor combine com as duas principais manchas de cor já existentes (não me agrada a ideia de introduzir uma nova coloração principal no aqua).
A fauna reduzi-a; retirei os tetras e mantenho neste momento apenas uma Ameca, duas Mollies, 5 Corys Panda e um Pitbull, no entanto penso introduzir mais uma Molly fêmea, duas Amecas fêmeas, talvez mais uma ou duas Corys, uns dois Beaufortia levertti e mais uma espécie pequena de cardume, talvez Nuvens Brancas ou Medakas. Ando com a ideia de me dedicar a alguma espécie um pouco mais rara e que funcione em grupos pequenos, e que, claro, seja também pequena.
Assim que puder coloco aqui uma foto do “work in progress”.
O outro aquário intervencionado foi o das Jordanelas, de 15 litros. Deixou de ser de 15 e passou a ser de 30 litros (uma pechincha, da Aquatlantis, a que juntei uma calha de 50 cm com uma T8 de 15 watts que tinha encostada), não que houvesse algo de errado com o lay-out existente ou o funcionamento do aqua, apenas estava tudo um pouco “apertado”. De resto nada mudei, a mesma flora, o mesmo substracto, o filtro apenas o troquei com o do aqua de 37 litros, o excelente deste é que me permite cria um efectivo ponto focal e, o melhor de tudo, introduzir mais exemplares ou talvez uma nova espécie, de killis em princípio, mas estou ainda bastante indeciso, o óptimo é ter possibilidades em aberto!
Quanto a fotos, vale o que disse sobre o outro aqua.








