Já a dava como baixa por conta da minha estupidez. O certo é que agora, coisa de uma horita após os eventos relatados, estão as duas eléctricas e juntinhas vasculhando o fundo do aqua.
Mais cinco pontos para as corys!
Aqui falarei de tudo o que se relacione com aquariofilia de água doce com ênfase especial na manutenção de vivíparos selvagens das famílias Goodeidae e Poeciliidae, bem como a recriação dos biótopos naturais onde podem ser encontrados.
Duas Corydoras panda descansam juntas.Comprimento máximo: 4 cm nos machos e 6 cm nas fêmeas.
Após formarem um par, o macho e a fêmea procedem a um enérgico ritual de acasalamento com o macho a posicionar-se sobre a fêmea na perpendicular, numa posição em “T”. A fêmea carrega os ovos junto ás barbatanas peitorais e apenas um de cada vez. É das espécies de coridoras que menos ovos põe a cada postura, e estas normalmente ocorrem por altura do “crepúsculo”, um pouco antes ou depois das luzes se apagarem.
O comportamento dos pais no que respeita a comerem ou não os ovos e aos alevins pode ser imprevisível, pelo que é aconselhável remover os animais adultos do aquário após a postura. Os ovos eclodem entre 3 a 6 dias após a postura. Os alevins devem então ser criados em tanques rasos, como coridoras que são vão necessitar de subir a superfície ocasionalmente em busca de ar, dada a sua pequena dimensão e estado de desenvolvimento essa tarefa deve ser facilitada mais possível. Os alevins devem inicialmente ser alimentados com infusória e náuplios de artémia, passado algum tempo podem começar a comer pequenos flocos. Após cerca de 5 dias as pequenas coridoras começam a vasculhar o fundo do tanque em busca de comida.
Aquário 15L | Aquário 20L | Aquário 30L | Aquário 65L | |
Data | 01-06-06 | 01-06-06 | 01-06-06 | 01-06-06 |
pH | 7,5 | 6 | 7 | 7,2 |
dGH | 4 | 5 | 4 | 4 |
Amónia | 0 | 0 | 0 | 0 |
Nitritos | 0,05 | 0 | 0,07 | 0,08 |
Nitratos | 15 | 75 | 35 | 10 |
Temperatura | 27° | 31° | 29° | 29° |
Fertilização | Sim | Não | Não | Sim |
Tetra Cobre (Hasemania nana)
Lütken, 1875
A foto já apareceu num post anterior, é um dos exemplares de que sou o orgulhoso dono.
Ordem: Characiformes.
Sinónimos: Tetragonopterus nanus, Hemigrammus nanus, Hasemania marginata, Hasemania melanura.
Origem: Originários do Brasil, das bacias dos rios São Francisco, Purus, Orinoco, Amazonas e Iguaçu.
Habitat natural: Rios de água doce e algo agitada.
Descrição: São pequenos peixes com a forma alongada e elegante típica dos tetras e com uma cor de amarelo dourado. Têm as pontas das barbatanas dorsal, ventral e caudal com pontas brancas, característica morfológica marcante donde deriva o seu nome inglês de “silvertip”, além disso possuem uma mancha negra alongada junto à parte central da barbatana caudal. Não têm a barbatana adiposa característica dos caracídeos.
Comprimento máximo: 4 cm.
Dimorfismo sexual: Não é, à primeira vista, muito pronunciado, no entanto, tomando um pouco de atenção é fácil fazer a distinção dos sexos já que os machos têm uma coloração de um amarelo mais vivo enquanto que as fêmeas são de um amarelo mais acastanhado e de brilho mais baço. Além disso as fêmeas tendem a ter um corpo mais arredondado do que os machos, e a ponta da barbatana anal que nos machos é branca nas fêmeas é amarelada.
Esperança de vida: 5 anos.
Temperatura: 22 a 28 ºC (25 ºC para reprodução).
pH: Ácido a neutro, 5.5 – 7.
Dureza da água: Macia a moderadamente dura, 4 – 10° dGH.
Dieta: São omnívoros, no entanto, devem ser alimentados preferencialmente com carne, artémia, larvas vermelhas ou tubifex, por exemplo. Aceita tudo o que se oferece, alimentos em floco, vivos, liofilizados ou congelados.
Horas de actividade: São diurnos.
Aquário: Deve ter pelo menos 60 cm já que estes são peixes algo hiperactivos e nadadores extremamente velozes, além disso é conveniente que sejam mantidos em pequenos cardumes de 5 indivíduos pelo menos. O aquário deve ser plantado deixando também áreas livres para nadar, e ter alguma corrente, contra a qual os Tetras Cobre gostam de nadar. São aconselháveis plantas flutuantes que atenuem um pouco a intensidade da iluminação, o que permite acalmar os peixes bem como realçar a sua coloração. Pode ser recomendável utilizar turfa no sistema de filtragem.
Zonas do aquário: Meio.
Sociabilidade: São peixes sociais que são no entanto hiperactivos e curiosos, o que pode criar problemas a espécies mais calmas ou tímidas com que partilhem o aquário. Têm tendência a, movidos pela curiosidade, por vezes mordiscar a cauda de outros peixes, especialmente se estes forem vistosos (como os guppies, por exemplo). Serem mantidos em grupos grandes pode ajudar a diminuir este comportamento para com outras espécies. São peixes que, em princípio, não darão problemas em aquários comunitários.
Variedades: Não são conhecidas.
Reprodução: São ovíparos e não é a espécie mais fácil de reproduzir. Se se tratar de um aquário comunitário este deve ser espaçoso pois os machos podem-se tornar territoriais durante o período de acasalamento. A alternativa preferível é a deslocação do casal para um aquário próprio (com areão grande ou uma rede no fundo que permita aos ovos serem depositados longe do alcance dos pais que os devorariam) que poderá ser mais pequeno – além disso separar um par num aquário pode incitar à reprodução bem como tornar mais fácil o controlo da sua alimentação que deve, especialmente neste período, ser rica e variada. A água deste aquário deve ser ligeiramente ácida com um pH de 6,5 e a temperatura de cerca de 25 ºC. Após a postura os pais devem ser retirados do aquário.
Os ovos têm cerca de 1 mm e são bastante aderentes. Entre 24 a 36 horas após a postura dá-se a eclosão e os alevins nascem com uma cor transparente, e após cerca de 5 dias começam a nadar livremente. A alimentação não levanta grandes problemas pois os alevins nascem com saco vitelino de que se alimentam num período inicial, após este período pode-se começar a alimentá-los com infusória, náuplios de artémia ou alimento seco triturado em pequenos pedaços.

Substracto:
Areia branca, várias pedras vulcânicas castanhas.
Equipamento:
Lâmpada fluorescente 15 Watts e 6400 k.
Filtro interno Aqua Szut de 260 l/h com oxigenação, material filtrante de esponja e EHEIM substract pro.
Termoestato de 25 Watts.
Termómetro interno.
Flora:
1 Lobelia cardinalis, altura de 20 – 30+ cm, largura de 7 – 15 cm, luz média a muito alta, temperatura de 15 – 26 °C, pH de 6-8, crescimento lento, origem na América do Norte.
2 Sagittara teres, altura de 10 – 15 cm, largura de 4+ cm, luz média a muito alta, temperatura de 20 – 26 °C, pH de 5,5 – 8, crescimento lento, origem na América do Norte.
2 Echinodorus quadricostatus, altura de 10 – 15 cm, largura de 15 – 20+ cm, luz média a muito alta, temperatura de 20 – 28 °C, pH de 6 - 9, crescimento rápido, origem na América do Sul.