24 de maio de 2006

Ponto da situação

Tenho nos últimos dias andado algo ocupado com uma série de coisas diferentes, entre elas algumas ligadas à aquariofilia, queria já ter feito mais alguns perfis e colocado aqui algumas fotos interessantes dos meus aquas, mas o tempo não tem sido muito, além disso estive em reformulações do lay-out aqui do blog, o que me consumiu bastante do meu tempo livre. Seja como for penso ainda hoje aqui colocar o meu novo setup, um aquário de Jordanelas - pequeno mas bonito. Mas primeiro vou tratar de jantar algo.

23 de maio de 2006

Internacionalização

Resolvi investir na internacionalização do blog! Ou seja, resolvi tentar tornar o blog acessível a um maior número de pessoas, para tal dei hoje início a uma versão em inglês do blog - "Goldfish". Daqui em diante vou tentar sempre que possível fazer duas versões de cada post, uma original e uma tradução inglesa. No entanto, o site original irá sempre ter primazia sobre a versão inglesa.

Só hoje comecei isto e vou ainda ter algum trabalho pela frente até que o site novo esteja a funcionar bem e que os dois estejam interligados e a funcionarem como um só. Daqui a uns dias já se deve ver qualquer coisa!

22 de maio de 2006

Jordanela (Jordanella floridae)

Trata-se de uma espécie de killis, ainda que à primeira vista essa sua condição não seja, provavelmente, a que mais à atenção chama. São peixes pouco exigentes em espaço e com um comportamento interessante, são algívoros notáveis e tem um comportamento para com a prole semelhante ao de muitos ciclídeos. Mantenho neste momento, em situação provisória, um trio na companhia de um trio de Amecas e de um casal de Ramirezis.

Jordanela (Jordanella floridae)

Goode & Bean, 1879

Um exemplar macho.


Família: Cyprinodontidae.

Subfamília: Cyprinodontinae.

Sinónimos: Cyprinodon floridae.

Sinónimos comuns: Peixe bandeira-americana, e em inglês: Flagfish, American flagfish, Florida flagfish.

Origem: Identificado pela primeira vez nos E.U.A., na Florida nos rios St. Johns e Ochlocknee. As populações mais significativas encontram-se no centro e sul desse estado norte-americano.

Mapa do estado Norte-americano da Florida indicando locais onde foi identificada a presença da espécie.


Habitat natural: Cursos de água rasos e pouco agitados, de água doce ou salobra, com vegetação.

Descrição: O corpo é mais curto e “comprimido” do que é normal na maioria dos ciprinodontes. Os machos São bastante coloridos. Tanto os machos como as fêmeas têm uma mancha iridescente verde clara em cada escama. O macho tem riscas vermelhas ao longo do corpo formando um “fundo” que contrasta com as escamas verdes e uma zona azulada no quadrante superior junto à cabeça. As cores podem ser mais ou menos intensas conforme o peixe viva num ambiente ajustado às suas necessidades ou não; estas são no geral muito susceptíveis de alterações – que também surgem relacionadas com rituais de acasalamento.

Comprimento máximo: 6 cm.

Dimorfismo sexual: As barbatanas dorsal e ventral do macho são um pouco maiores e de tom avermelhado. As fêmeas têm uma pequena mancha escura junto à ponta da barbatana dorsal e são, no geral, menos coloridas tendo um tom verde ou acastanhado.

Ilustração assinalando as características dimorfas da espécie; há que assinalar que a pigmentação da mancha na zona lateral do corpo do macho está demasiado esbatida e a ausência da mancha característica das fêmeas na sua barbatana dorsal.


Esperança de vida: 3 anos em aquário e 5 em condições naturais óptimas.

Temperatura: 18 a 30 ºC.

pH: Ligeiramente ácido a ligeiramente alcalino, 6.5 – 8.

Dureza da água: Dura a moderadamente dura, 6 – 10° dGH.

Dieta: Matéria vegetal deve ser o grosso da sua dieta mas, no entanto, são omnívoros e podem comer comidas secas ou vivas. São excelentes devoradores de algas (filamentosas e castanhas incluídas) que devem constituir parte da sua dieta. São também conhecidos por devorarem as plantas mais frágeis do aquário quando não existem outros alimentos disponíveis.

Horas de actividade: São diurnos.

Aquário: São killis e como tal são peixes que se dão bem em áreas relativamente pequenas, ainda que todos os peixes prefiram ter bastante espaço. Se se mantiver apenas um casal um aquário de 15 litros com algumas plantas e esconderijos poderá ser suficiente mas mais é óptimo, se existirem mais exemplares o aquário deve ser proporcionalmente maior.

Zonas do aquário: Todas.

Sociabilidade: São relativamente pacíficos, os problemas que podem ocorrer prendem-se com o facto de os machos serem territoriais e poderem defender ferozmente o seu território de outros machos, mas num aquário grande podem ser mantidos vários machos sem problemas; além disso são pais cuidadosos com os seus ovos e com a sua prole, que defendem de outros peixes vigorosamente. Também podem mostrar beligerância durante o processo da corte.

Variedades: Não são conhecidas, é no entanto por vezes confundido com um seu parente, o Peixe bandeira do Iucatão (Garmenella pulchra), geralmente de temperamento mais agressivo.

Reprodução: São ovíparos e reproduzem-se com facilidade e numa diversidade grande de condições (são uma espécie especialmente adaptável), necessitando apenas de estarem aclimatados. A elevação da temperatura no aquário pode, por vezes, induzir à reprodução. São preferíveis aquários pouco profundos ou com plantas flutuantes já que esta espécie procura depositar os ovos junto à superfície. Em tanques rasos a presença de plantas é igualmente importante para a colocação dos ovos. Musgo de Java ou um mop podem também ser aconselháveis para permitir a colocação dos ovos.

As fêmeas depositam os ovos junto às plantas em pequenos grupos de 5 ou 6 de cada vez e no final de uma postura podem-se contar até cerca de 350 ovos. A postura dos ovos demasiado abaixo da superfície pode ser prejudicial para os alevins que, assim que nascem, procuram vir à superfície encher de ar a bexiga-natatória – o que pode fazer a diferença entre um posterior desenvolvimento saudável do alevim ou não.

Após a postura o macho vigia e cuida de preservar o bom estado dos ovos, mantendo também a fêmea afastada o que pode levá-lo a agredi-la, pelo que eventualmente pode ser aconselhável a remoção desta do aquário. A eclosão dá-se entre 6 e 9 dias após a postura, preferencialmente a uma temperatura de cerca de 25 ºC. Os alevins nadam livremente após 3 a 4 dias, e estes podem ser alimentados de plâncton ou artémia recém eclodida.

A Jordanella floridae é o único ciprinodonte que protege a sua prole.

Comportamento: É um peixe pacífico (ainda que possa ser algo territorial quando se trata de interacção entre machos da espécie) e que podem viver um grupos desde que as fêmeas sejam em maior número – o ideal serão várias fêmeas para apenas um macho no aquário. São peixes que, quando formam um casal, passam muito do seu tempo juntos em manifestações de “afecto” e raramente desaparecem da vista um do outro. É uma espécie que em aquários comunitários pode tornar-se tímida perante companheiros de aquário mais hiperactivos ou agressivos, podendo os indivíduos em casos mais extremos definhar.

Como peixe essencialmente vegetariano que é, passa muito do seu tempo passeando em busca de algas para comer, não as encontrando muitas vezes encara as plantas do aquário como alternativa viável.

História e curiosidades: Foi descrito pela primeira vez em 1879 e foi baptizado com o nome genérico de Jordanella em homenagem a David Starr Jordan, um famoso zoólogo americano e primeiro presidente da Universidade de Stanford. Foram anteriormente identificados erradamente como ciclídeos.

São peixes que nos aquários das lojas raramente mostram as suas verdadeiras cores, mantendo cores entre o castanho e o verde algo indiferenciadas que, assim que se encontram num aquário com melhores condições se alteram para uma coloração espectacular.

O seu nome inglês de “American flagfish” deriva das semelhanças que a sua coloração e a forma como esta está disposta apresenta com a bandeira dos E.U.A.; é, curiosamente, uma espécie mais apreciada pelos aquaristas europeus do que pelos do seu país natal.

20 de maio de 2006

Expansão de actividades

Tenho nestes últimos dias andado ocupado a expandir alguma da info do blog para o Fórum Aquariofilia, nomeadamente as fichas de espécies, além disso envolvi-me hoje num projecto aliciante: uma Wiki de aquariofilia ligada com o fórum! Assim que as coisas evoluirem mais vou deixando aqui as informações relevantes.

19 de maio de 2006

Ameca (Ameca splendens)

É com especial gosto que aqui deixo a ficha desta espécie que é uma das minhas recentes paixões. Depois de uma primeira experiência falhada em que adquiri exemplares já algo debilitados e que acabaram por definhar, tenho neste momento um trio da espécie e esperança de que esta nova experiência corra melhor.
Agradeço ao membro do Fórum Aquariofilia, Aquaben, pelas informações mais pormenorizadas, que me permitiram editar e melhorar esta ficha.

Miller & Fitzsimons, 1971

Dois exemplares de Ameca splendens em grande plano, um macho na parte inferior da foto e no topo uma fêmea.

Sinónimos: Víviparo-Borboleta, e em inglês: Butterfly Splitfin, Butterfly Goodeid.

Origem: No México, identificado pela primeira vez no rio Teuchitlan perto da vila de Teuchitlan e do rio Ameca junto à costa Pacífica do México Central.

Ordem: Cyprinodontiformes.

Família: Goodeidae.

Subfamília: Goodeinae.

Habitat natural: Cursos de água e rios nas terras altas do México Central.

Descrição: A cor dominante é um cinzento metálico. Os machos são mais coloridos e iridescentes com tonalidades que variam entre o azul e o verde metálicos, o corpo é atravessado por uma risca horizontal difusa de pigmentação mais escuras. As barbatanas são pouco coloridas com a excepção da caudal que, nos machos, apresenta uma risca negra seguida de uma amarela no rebordo da barbatana.

Comprimento máximo: 8 cm nos machos e 12 cm nas fêmeas.

Dimorfismo sexual: As fêmeas têm geralmente uma pigmentação diferente onde predominam pequenos pontos negros distribuídos com um bom grau de uniformidade ao longo do corpo. O machos tem a barbatana caudal bordada com uma lista amarela antecedida por uma negra - esta lista amarela tende a ser mais viva nos machos dominantes, pode até acontecer que apenas um macho dominante tenha a lista amarela e os outros machos não a tenham de todo. Os machos têm alguns dos raios anteriores da barbatana anal semi-separados do restante da barbatana (desta característica deriva a denominação inglesa de “Splitfin”, aplicada a algumas espécies de Godeídeos que partilham desta característica) formando o órgão reprodutor, um gonopódio “primitivo” – o andropódio.

Um macho onde se notam as riscas negra e amarela na extremidade da barbatana caudal.


Esperança de vida: Cerca de 5 anos.

Temperatura: 24 a 32 ºC (25 ºC para reprodução).

pH: Ligeiramente ácido a ligeiramente alcalino, 6.5 – 8.

Dureza da água: Dura a macia, 5 – 19° dGH.

Dieta: A dieta deve ser em boa medida composta por vegetais, é no entanto omnívoro. É reconhecido pelo seu apetite por algas, que devem fazer parte da sua dieta. Aceita comida em flocos, viva ou congelada. Pode alimentar-se das plantas menos resistentes do aquário caso não existam presentes outros alimentos.

Hora de actividade: São diurnos.

Aquário: Pelo menos com 60 cm de comprimento, não são nadadores extremamente rápidos mas gostam de percorrer grandes distâncias dentro do aquário. Além disso, caso exista mais do que um macho, manifesta-se uma tendência para a definição de uma hierarquia no grupo e para a territorialidade que pode levar a que o macho dominante assedie bastante os outros se estes forem em número reduzido, pelo que estes devem ter espaço para se refugiarem ou em alternativa estarem presentes em número suficiente para que a agressividade do macho dominante seja difusa – neste caso será necessário um aquário de maiores dimensões.

Zonas do aquário: Fundo, meio e superfície.

Sociabilidade: São peixes pacíficos que não arranjam problemas com peixes de outras espécies mas podem, no entanto, ser agressivos e territoriais com machos da própria espécie. São por vezes hiperactivos, o que pode intimidar outros peixes.

Variedades: Existem algumas linhagens criadas por reprodução selectiva onde existe ligeira variação de cores e padrão.

Um exemplar fêmea de uma linhagem de reprodução selectiva.


Reprodução: São vivíparos e reproduzem-se com facilidade desde que a água tenha condições favoráveis (caso as condições se deteriorem as fêmeas "interrompem" a gestação). As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 3 meses de vida e o período de gestação dura cerca de 60 dias, após os quais as fêmeas só podem engravidar com novo acasalamento, já que esta espécie de vivíparos, ao contrário do que é comum entre estes, não tem a capacidade de armazenar esperma de acasalamentos anteriores. O aquário deve ter esconderijos que permitam às fêmeas que estão a parir refugiarem-se e não serem importunadas pelas outras.
Os alevins muitas vezes não ultrapassam a dezena quando se trata de fêmeas jovens, com fêmas adultas (10 a 12 cm) estas podem parir entre 20 a 30 alevins que nascem já com dimensões consideráveis (ao contrário do que acontece com os vivíparos mais comuns) entre 1 e 2 centímetros de comprimento, o que explica o, relativo, reduzido número de cada ninhada. Estes nascem com cordões umbilicais (trofoténia) que desaparecem após 2 ou 3 dias.
Os pais não perseguem os alevins. Devido ao seu tamanho à nascença a sobrevivência dos alevins não apresenta grandes problemas, bem como a sua alimentação que pode ser constituída por pequenos flocos ou artémia.

Comportamento: São peixes curiosos e bastante activos. Têm rituais acasalamento e competição entre machos (que lutam de forma que pode ser bastante agressiva para estabelecer uma hierarquia entre si) interessantes e complexos. Os machos dominantes podem definir e defender territórios. Preferem aquários com alguma vegetação, rochas e raízes que sirvam de esconderijos. A presença de algas é importante para a sua alimentação, à imagem do que sucedia no seu habitat natural.

História e curiosidades: O seu nome “splendens” significa brilhante em Latim e refere-se à sua coloração brilhante e metálica. A sua descrição foi publicada em 1971. Pensa-se que hoje se encontra extinto no seu habitat natural. É uma espécie particularmente apreciada pela sua eficácia a devorar algas.

17 de maio de 2006

Fotos do setup nº2

Aqui ficam algumas fotos actualizadas do aqua nº2:

Um plano geral do aqua.

O casal de Guppies e os Nuvem Branca ao fundo.

Os Nuvem Branca passeando em frente à câmara.

Baixa

Morreu-me o Oto. Já vão três. Não ando a ter sorte nenhuma com eles. Não sei se estou a fazer alguma coisa mal ou se são os exemplares que não são grande coisa...

Setup nº3

Este é o setup do novo aquário. Mas antes algumas fotos. :)

Um plano geral do aqua.

O belo Pitbull (Parotocinclus jumbo) a relaxar junto ao jacuzzi. Tenho que lhe arranjar um nome.

Um dos elementos do trio de Silvertips (Hasemania nana) a investigar o canto do aqua.

Oto (Otocinclus affinis) espreita o mundo à superfície.

Substracto:
Sera Floradepot, areão de rio médio, ADA Bright Sand.

Equipamento:
Lâmpada Power-Glo de 15 Watts.

Filtro de interno EDEN 325 de 500 l/h com oxigenação, material filtrante de esponja e EHEIM substract pro.

Termoestato de 50 Watts.

Termómetro interno.

Flora:
1Anubias barteri var. nana, altura de 5 -15 cm, largura de 8+ cm, luz muito baixa a média, temperatura de 20 - 30 °C, pH de 5,5 - 9, crescimento muito lento, origem nos Camarões.

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1 Microsorum pteropus "Windelov", altura de 10 – 20+ cm, largura de 10 – 18+cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 18 – 30 °C, pH de 5 – 8, crescimento lento, origem na Ásia.

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1 Lilaeopsis macloviana, altura de 30 – 50+ cm, largura de 3+ cm, luz baixa a muito alta, temperatura de 20 – 30 °C, pH de 6 – 7,5, crescimento rápido, origem na América do Sul.
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2 Cryptocoryne wendtii "brown", altura de 15-20 cm, largura de 10-15 cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 20-30 °C, pH de 5,5-8, crescimento médio, origem no Sri Lanka.
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2 Hygrophila guianensis, altura de 15 – 40 cm, largura de 15 – 20 cm, luz alta a muito alta, temperatura de 20 – 30 °C, pH de 6 – 8, crescimento rápido, origem na América do Sul.
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1 Valisneria (Vallisneria spiralis), altura de 30-55 cm, largura de 5+ cm, luz baixa a muito alta, temperatura de 15-30 °C, pH de 6-9, crescimento rápido, origem na Ásia.
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2 Sagittaria platyphylla, altura de 15 – 40 cm, largura de 10 – 25 cm, luz baixa a muito alta, temperatura de 19 – 26 °C, pH de 5,5 – 8, crescimento médio, origem na América do Norte.












1 Cladophora aegagropila, altura de 3 – 10 cm, largura de 3 – 10 cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 5 – 28 °C, pH de 6 – 8,5, crescimento muito lento, origem na Europa e Ásia.
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Fauna:
Casal de Mollies Dálmatas (Poecillia sphenops), comprimento máximo de 7 cm nos machos e 10 cm nas femêas, temperatura de 18 – 28 °C, pH de 7,5 – 8,5, origem na América do Sul e Central.

1 Ameca macho (Ameca splendens), comprimento máximo de 8 cm nos machos e 12 cm nas femêas, temperatura de 22 – 28 °C, pH de 6,5 – 8, origem no México.

8 Neon Tetras (Paracheirodon innesi), comprimento máximo de 3 cm, temperatura de 20 – 28 °C, pH de 5 – 8, origem no Peru.

3 Tetras Silver Tip (Hasemania nana), comprimento máximo de 3 cm, temperatura de 22 – 28°C, pH de 6 – 8, origem no Brasil.

3 Corydoras Pimenta (Corydoras paleatus), comprimento máximo de 6 cm nos machos e 7 cm nas fêmeas, temperatura de 18 – 26°C, pH de 7 – 8, origem na América do Sul.

1 Corydora Panda (Corydoras panda), comprimento máximo de 4 cm nos machos e 6 cm nas fêmeas, temperatura de 22 – 25°C, pH de 6 – 7,5, origem na América do Sul, Peru.

Pleco “Pitbull” (Parotocinclus jumbo), comprimento máximo de 6 cm, temperatura de 20 – 26°C, pH de 6,4 – 7,6, origem no Brasil.

1 Rã anã africana (Hymenochirus boettgeri), comprimento máximo de 6 cm, temperatura de 25 °C, pH de 7,5 - 7,8, origem no Brasil.

2 Ampulárias Douradas (Pomacea bridgesii), diâmetro máximo de 6,5 cm, temperatura de 25 °C, pH +-7, origem no Congo.

Mudanças

Há algumas novidades dignas de nota. Ao ver-me com o novo aquário de 54 litros e dominado pela sensação de que ter quatro aquários num quarto de cerca de 6 m² é capaz de ser demais, resolvi desmontar o aqua de 15 litros e proceder algumas trocas de peixes entre os aquas. Os Guppies e os Nuvem Branca passaram para o de 20 lt., os habitantes desse com excepção dos Amano, passaram todos para o aqua novo. Os Amano foram todos para o de 20, onde agora são em número de nove; tiveram que ir todos para o de 20, pois deram-se mal quando os pus no de 54 e estava a ver que lhes dava a todos uma coisa ruim – o aqua ainda não está ciclado e estou a fazer TPAs todos os dias, mas parece que os Amano são especialmente sensíveis. Já as Ampulárias também foram as do de 30 e do de 15 para o novo.

Conclusão: continuo com três aquas, mas neste momento as coisas estão bem mais espaçosas para os peixes e manejáveis para mim.

O.K., vou editar os setups que já postei e colocar a seguir o novo no ponto já praticamente definitivo em que se encontra.

14 de maio de 2006

Vairão da Montanha da Nuvem Branca (Tanichthys albonubes)

Aqui fica a primeira das fichas acerca de espécies de aquário, com que pretendo ir enriquecendo o blogue; a primeira é sobre uma das minhas preferidas, daquelas "paixões" algo inexplicáveis, o Tanichthys albonubes, e de que tenho neste momento 5 exemplares num pequeno aquário de água fria na companhia de un casal de Oryzias latipes. Este é um post que não está terminado, e que irá sendo actualizado à medida for compilando e adquirindo (através da minha experiência directa) mais informação sobre esta espécie. O mesmo, espero, irá acontecer com todas as outras espécies com que trabalharei aqui - isto será um blogue mas também uma ferramenta utilitária (espero) para todos os aquariofilistas que o visitem.

Lin, 1932

Três exemplares de Vairões da Montanha da Nuvem Branca (Tanichthys albonubes).

Sinónimos Científicos: Aphyocypris pooni.

Sinónimos Comuns: Falso Néon, Néon Chinês, Danio Chinês, em inglês: White Cloud Mountain Minnow.

Origem: Na China, nas regiões de Cantão (Montanhas da Nuvem Branca) e Hong Kong, onde posteriormente foi considerado extinto ainda que tenham sido recentemente, alegadamente, encontrados alguns exemplares em estado selvagem (ver em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Tanichtys_albonubes). Terão também sido encontradas (provavelmente introduzidas) populações noutros pontos da Ásia onde estas subsistem em estado selvagem, nomeadamente no Vietname.

Ordem: Cypriniformes.

Família: Cyprinidae.

Habitat natural: Cursos de água limpa e oxigenada em regiões elevadas e temperadas.

Descrição: De cor prateada-esverdeada com barbatanas caudais e dorsais vermelhas com bordas esbranquiçadas, bem como as barbatanas pélvicas e anais. A própria barbatana caudal é na sua maioria branca e tendo junto ao corpo do peixe um pequeno ponto negro. O corpo é esguio e atravessado por uma risca brilhante, cuja cor varia entre o amarelo e o rosa.

Comprimento máximo: 5 cm nos machos e nas fêmeas.

Dimorfismo sexual: É pouco pronunciado em exemplares juvenis ou mal alimentados, os machos têm cores ligeiramente mais fortes e são mais esguios que as fêmeas que têm um abdómen mais arredondado, em exemplares bem aclimatados e alimentados o dimorfismo é evidente no abdómen das fêmeas que é muito mais volumoso que o dos machos.

Esperança de vida: De 2 a 3 anos (havendo, no entanto, relatos de exemplares que, alegadamente, viveram cerca de 10 anos na seguinte fonte: http://www.fishpondinfo.com/wcmm.htm).

Temperatura: 18 a 22 ºC (20 ºC para reprodução).

pH: Ligeiramente ácido a ligeiramente alcalino, 6.0 – 7.5.

Dureza da água: Dura a macia, 5 – 20° dGH.

Dieta: Omnívoros. Comida seca ou viva.

Hora de actividade: São diurnos.

Aquário: São aconselháveis pelo menos 60 cm de comprimento para que possam nadar e funcionar em cardume livremente e no seu esplendor máximo. É, no entanto, perfeitamente possível a sua manutenção em aquários mais pequenos, sem que isso traga problemas, desde que se tenham em conta as características e manutenção da qualidade da água. Visto ser uma espécie originária de águas temperadas (dita vulgarmente de "água fria") o aquário não necessita de aquecimento.

Zonas do aquário: Meio e superfície.

Sociabilidade: São peixes pacíficos e sociais e é conveniente que vivam em grupos de pelo menos 5 exemplares. Os cuidados a ter terão, porventura, que ver com o risco de serem atacados e comidos por companheiros de tanque agressivos ou de dimensão muito superior.

Variedades: Existem duas a serem cultivadas neste momento: a “Meteor” que possui barbatanas mais longas e é mais antiga, tendo surgido nos anos 50, e a “Golden Cloud” com uma cor dourada, que surgiu nos anos 90. O cruzamento entre estas duas variedades produziu já uma nova variedade, a "Golden Meteor Minnow".

Um exemplar da variedade "Meteor".


Reprodução: São ovíparos – uma das espécies mais fáceis de reproduzir em aquário (são mesmo considerados, possivelmente, a espécie ovípara mais fácil de criar em cativeiro pelo que muitas vezes são aconselhadas como indicadas para principiantes). O procedimento para a reprodução consiste em colocar um casal jovem num pequeno aquário (cerca de 1 dezena de litros será suficiente) onde estes irão depositando ovos ao longo de alguns dias; a postura ocorre em várias “levas” de algumas dezenas de ovos (estas poderão em alguns casos atingir as centenas).
O pH deverá ser entre 6 e 7.5 e a temperatura de cerca de 20 ºC. Os progenitores poderão por vezes comer os próprios ovos, pelo que é aconselhável fornecer alguma forma de protecção aos mesmos, areão grande entre o qual os ovos fiquem depositados e protegidos, uma rede que impeça os pais de alcançá-los no fundo do aquário, ou simplesmente colocar Musgo de Java (Vesicularia dubyana
) para servir de protecção aos ovos. É perfeitamente possível a reprodução no aqua principal utilizando vegetação densa, entre a qual se conta o Musgo de Java, sendo que neste caso é aconselhável que o aquário não tenha outras espécies de peixes que possam comer os ovos ou os alevins.
Os alevins nascem cerca de 2 dias após a postura dos ovos, após o que será aconselhável a remoção dos pais do aquário de reprodução.
A alimentação dos alevins deverá ser iniciada cerca de 1 semana após a postura dos ovos, quando estes já nadem livremente, e deverá consistir de infusória. Após poucos dias pode-se passar a dar artémia.

A ver também o artigo muito interessante: How to Breed White Clouds, no site da revista Practical Fishkeeping.

Comportamento: São peixes pouco exigentes e algo resistentes. Preferem aquários plantados com alguma corrente, à semelhança do que acontece nos cursos de água em altitudes elevadas que constituem o seu habitat natural originário. Vivem em cardumes. A temperatura tem influência na coloração do peixe que com a temperatura acima dos 25° C começam a perder cor. O stress influência também a coloração.

História e curiosidades: Esta espécie terá sido identificada nos anos 30 no Sul da China em Cantão por um chefe escuteiro, de nome Tan, durante uma saída de campo em que recolheu alguns exemplares, que posteriormente entrega a um biólogo de um instituto de pesquisa da região, este em 1932 publica a descrição da espécie – que é baptizada pela nomenclatura binomial de Lineu, em homenagem ao seu descobridor, de Tanichthys albonubes, que em Latim significa algo como “o peixe de Tan das Nuvens Brancas”.
É hoje uma das espécies de aquário produzidas massivamente em países asiáticos e consequentemente uma das mais baratas e maltratadas, sendo por vezes utilizada para alimentar outros peixes.