17 de maio de 2006

Setup nº3

Este é o setup do novo aquário. Mas antes algumas fotos. :)

Um plano geral do aqua.

O belo Pitbull (Parotocinclus jumbo) a relaxar junto ao jacuzzi. Tenho que lhe arranjar um nome.

Um dos elementos do trio de Silvertips (Hasemania nana) a investigar o canto do aqua.

Oto (Otocinclus affinis) espreita o mundo à superfície.

Substracto:
Sera Floradepot, areão de rio médio, ADA Bright Sand.

Equipamento:
Lâmpada Power-Glo de 15 Watts.

Filtro de interno EDEN 325 de 500 l/h com oxigenação, material filtrante de esponja e EHEIM substract pro.

Termoestato de 50 Watts.

Termómetro interno.

Flora:
1Anubias barteri var. nana, altura de 5 -15 cm, largura de 8+ cm, luz muito baixa a média, temperatura de 20 - 30 °C, pH de 5,5 - 9, crescimento muito lento, origem nos Camarões.

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1 Microsorum pteropus "Windelov", altura de 10 – 20+ cm, largura de 10 – 18+cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 18 – 30 °C, pH de 5 – 8, crescimento lento, origem na Ásia.

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1 Lilaeopsis macloviana, altura de 30 – 50+ cm, largura de 3+ cm, luz baixa a muito alta, temperatura de 20 – 30 °C, pH de 6 – 7,5, crescimento rápido, origem na América do Sul.
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2 Cryptocoryne wendtii "brown", altura de 15-20 cm, largura de 10-15 cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 20-30 °C, pH de 5,5-8, crescimento médio, origem no Sri Lanka.
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2 Hygrophila guianensis, altura de 15 – 40 cm, largura de 15 – 20 cm, luz alta a muito alta, temperatura de 20 – 30 °C, pH de 6 – 8, crescimento rápido, origem na América do Sul.
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1 Valisneria (Vallisneria spiralis), altura de 30-55 cm, largura de 5+ cm, luz baixa a muito alta, temperatura de 15-30 °C, pH de 6-9, crescimento rápido, origem na Ásia.
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2 Sagittaria platyphylla, altura de 15 – 40 cm, largura de 10 – 25 cm, luz baixa a muito alta, temperatura de 19 – 26 °C, pH de 5,5 – 8, crescimento médio, origem na América do Norte.












1 Cladophora aegagropila, altura de 3 – 10 cm, largura de 3 – 10 cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 5 – 28 °C, pH de 6 – 8,5, crescimento muito lento, origem na Europa e Ásia.
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Fauna:
Casal de Mollies Dálmatas (Poecillia sphenops), comprimento máximo de 7 cm nos machos e 10 cm nas femêas, temperatura de 18 – 28 °C, pH de 7,5 – 8,5, origem na América do Sul e Central.

1 Ameca macho (Ameca splendens), comprimento máximo de 8 cm nos machos e 12 cm nas femêas, temperatura de 22 – 28 °C, pH de 6,5 – 8, origem no México.

8 Neon Tetras (Paracheirodon innesi), comprimento máximo de 3 cm, temperatura de 20 – 28 °C, pH de 5 – 8, origem no Peru.

3 Tetras Silver Tip (Hasemania nana), comprimento máximo de 3 cm, temperatura de 22 – 28°C, pH de 6 – 8, origem no Brasil.

3 Corydoras Pimenta (Corydoras paleatus), comprimento máximo de 6 cm nos machos e 7 cm nas fêmeas, temperatura de 18 – 26°C, pH de 7 – 8, origem na América do Sul.

1 Corydora Panda (Corydoras panda), comprimento máximo de 4 cm nos machos e 6 cm nas fêmeas, temperatura de 22 – 25°C, pH de 6 – 7,5, origem na América do Sul, Peru.

Pleco “Pitbull” (Parotocinclus jumbo), comprimento máximo de 6 cm, temperatura de 20 – 26°C, pH de 6,4 – 7,6, origem no Brasil.

1 Rã anã africana (Hymenochirus boettgeri), comprimento máximo de 6 cm, temperatura de 25 °C, pH de 7,5 - 7,8, origem no Brasil.

2 Ampulárias Douradas (Pomacea bridgesii), diâmetro máximo de 6,5 cm, temperatura de 25 °C, pH +-7, origem no Congo.

Mudanças

Há algumas novidades dignas de nota. Ao ver-me com o novo aquário de 54 litros e dominado pela sensação de que ter quatro aquários num quarto de cerca de 6 m² é capaz de ser demais, resolvi desmontar o aqua de 15 litros e proceder algumas trocas de peixes entre os aquas. Os Guppies e os Nuvem Branca passaram para o de 20 lt., os habitantes desse com excepção dos Amano, passaram todos para o aqua novo. Os Amano foram todos para o de 20, onde agora são em número de nove; tiveram que ir todos para o de 20, pois deram-se mal quando os pus no de 54 e estava a ver que lhes dava a todos uma coisa ruim – o aqua ainda não está ciclado e estou a fazer TPAs todos os dias, mas parece que os Amano são especialmente sensíveis. Já as Ampulárias também foram as do de 30 e do de 15 para o novo.

Conclusão: continuo com três aquas, mas neste momento as coisas estão bem mais espaçosas para os peixes e manejáveis para mim.

O.K., vou editar os setups que já postei e colocar a seguir o novo no ponto já praticamente definitivo em que se encontra.

14 de maio de 2006

Vairão da Montanha da Nuvem Branca (Tanichthys albonubes)

Aqui fica a primeira das fichas acerca de espécies de aquário, com que pretendo ir enriquecendo o blogue; a primeira é sobre uma das minhas preferidas, daquelas "paixões" algo inexplicáveis, o Tanichthys albonubes, e de que tenho neste momento 5 exemplares num pequeno aquário de água fria na companhia de un casal de Oryzias latipes. Este é um post que não está terminado, e que irá sendo actualizado à medida for compilando e adquirindo (através da minha experiência directa) mais informação sobre esta espécie. O mesmo, espero, irá acontecer com todas as outras espécies com que trabalharei aqui - isto será um blogue mas também uma ferramenta utilitária (espero) para todos os aquariofilistas que o visitem.

Lin, 1932

Três exemplares de Vairões da Montanha da Nuvem Branca (Tanichthys albonubes).

Sinónimos Científicos: Aphyocypris pooni.

Sinónimos Comuns: Falso Néon, Néon Chinês, Danio Chinês, em inglês: White Cloud Mountain Minnow.

Origem: Na China, nas regiões de Cantão (Montanhas da Nuvem Branca) e Hong Kong, onde posteriormente foi considerado extinto ainda que tenham sido recentemente, alegadamente, encontrados alguns exemplares em estado selvagem (ver em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Tanichtys_albonubes). Terão também sido encontradas (provavelmente introduzidas) populações noutros pontos da Ásia onde estas subsistem em estado selvagem, nomeadamente no Vietname.

Ordem: Cypriniformes.

Família: Cyprinidae.

Habitat natural: Cursos de água limpa e oxigenada em regiões elevadas e temperadas.

Descrição: De cor prateada-esverdeada com barbatanas caudais e dorsais vermelhas com bordas esbranquiçadas, bem como as barbatanas pélvicas e anais. A própria barbatana caudal é na sua maioria branca e tendo junto ao corpo do peixe um pequeno ponto negro. O corpo é esguio e atravessado por uma risca brilhante, cuja cor varia entre o amarelo e o rosa.

Comprimento máximo: 5 cm nos machos e nas fêmeas.

Dimorfismo sexual: É pouco pronunciado em exemplares juvenis ou mal alimentados, os machos têm cores ligeiramente mais fortes e são mais esguios que as fêmeas que têm um abdómen mais arredondado, em exemplares bem aclimatados e alimentados o dimorfismo é evidente no abdómen das fêmeas que é muito mais volumoso que o dos machos.

Esperança de vida: De 2 a 3 anos (havendo, no entanto, relatos de exemplares que, alegadamente, viveram cerca de 10 anos na seguinte fonte: http://www.fishpondinfo.com/wcmm.htm).

Temperatura: 18 a 22 ºC (20 ºC para reprodução).

pH: Ligeiramente ácido a ligeiramente alcalino, 6.0 – 7.5.

Dureza da água: Dura a macia, 5 – 20° dGH.

Dieta: Omnívoros. Comida seca ou viva.

Hora de actividade: São diurnos.

Aquário: São aconselháveis pelo menos 60 cm de comprimento para que possam nadar e funcionar em cardume livremente e no seu esplendor máximo. É, no entanto, perfeitamente possível a sua manutenção em aquários mais pequenos, sem que isso traga problemas, desde que se tenham em conta as características e manutenção da qualidade da água. Visto ser uma espécie originária de águas temperadas (dita vulgarmente de "água fria") o aquário não necessita de aquecimento.

Zonas do aquário: Meio e superfície.

Sociabilidade: São peixes pacíficos e sociais e é conveniente que vivam em grupos de pelo menos 5 exemplares. Os cuidados a ter terão, porventura, que ver com o risco de serem atacados e comidos por companheiros de tanque agressivos ou de dimensão muito superior.

Variedades: Existem duas a serem cultivadas neste momento: a “Meteor” que possui barbatanas mais longas e é mais antiga, tendo surgido nos anos 50, e a “Golden Cloud” com uma cor dourada, que surgiu nos anos 90. O cruzamento entre estas duas variedades produziu já uma nova variedade, a "Golden Meteor Minnow".

Um exemplar da variedade "Meteor".


Reprodução: São ovíparos – uma das espécies mais fáceis de reproduzir em aquário (são mesmo considerados, possivelmente, a espécie ovípara mais fácil de criar em cativeiro pelo que muitas vezes são aconselhadas como indicadas para principiantes). O procedimento para a reprodução consiste em colocar um casal jovem num pequeno aquário (cerca de 1 dezena de litros será suficiente) onde estes irão depositando ovos ao longo de alguns dias; a postura ocorre em várias “levas” de algumas dezenas de ovos (estas poderão em alguns casos atingir as centenas).
O pH deverá ser entre 6 e 7.5 e a temperatura de cerca de 20 ºC. Os progenitores poderão por vezes comer os próprios ovos, pelo que é aconselhável fornecer alguma forma de protecção aos mesmos, areão grande entre o qual os ovos fiquem depositados e protegidos, uma rede que impeça os pais de alcançá-los no fundo do aquário, ou simplesmente colocar Musgo de Java (Vesicularia dubyana
) para servir de protecção aos ovos. É perfeitamente possível a reprodução no aqua principal utilizando vegetação densa, entre a qual se conta o Musgo de Java, sendo que neste caso é aconselhável que o aquário não tenha outras espécies de peixes que possam comer os ovos ou os alevins.
Os alevins nascem cerca de 2 dias após a postura dos ovos, após o que será aconselhável a remoção dos pais do aquário de reprodução.
A alimentação dos alevins deverá ser iniciada cerca de 1 semana após a postura dos ovos, quando estes já nadem livremente, e deverá consistir de infusória. Após poucos dias pode-se passar a dar artémia.

A ver também o artigo muito interessante: How to Breed White Clouds, no site da revista Practical Fishkeeping.

Comportamento: São peixes pouco exigentes e algo resistentes. Preferem aquários plantados com alguma corrente, à semelhança do que acontece nos cursos de água em altitudes elevadas que constituem o seu habitat natural originário. Vivem em cardumes. A temperatura tem influência na coloração do peixe que com a temperatura acima dos 25° C começam a perder cor. O stress influência também a coloração.

História e curiosidades: Esta espécie terá sido identificada nos anos 30 no Sul da China em Cantão por um chefe escuteiro, de nome Tan, durante uma saída de campo em que recolheu alguns exemplares, que posteriormente entrega a um biólogo de um instituto de pesquisa da região, este em 1932 publica a descrição da espécie – que é baptizada pela nomenclatura binomial de Lineu, em homenagem ao seu descobridor, de Tanichthys albonubes, que em Latim significa algo como “o peixe de Tan das Nuvens Brancas”.
É hoje uma das espécies de aquário produzidas massivamente em países asiáticos e consequentemente uma das mais baratas e maltratadas, sendo por vezes utilizada para alimentar outros peixes.

13 de maio de 2006

Foto nova e aqua novo

Aqui vai, conforme à declaração de intenções, uma foto melhorzinha e mais geral do aqua nº 2.

Este aqua ficou hoje sem o pé de Hygrophila guianensis que lá tinha, é que comecei hoje a montagem de um aqua novo de 54 litros que, inesperadamente comprei a um amigo por um preço simbólico. :)


Já agora, uma foto do novo aqua no seu primeiro dia de funcionamento (acabei de o montar há 20 minutos) e ainda numa fase inicial do seu layout no que toca a vida vegetal. Aproveitei e pus lá a morar 4 Platies e 1 Guppie, que estavam em casa provisória e que tenho a intenção de mandar para um aqua de 70 litros.

12 de maio de 2006

Notas

Vou aproveitar para fazer um rápido balanço dos eventos aquariófilos destes últimos dois dias, em que o tempo para aqui escrever não tem sido muito. Alguns acontecimentos dignos de nota sucederam.

Andei fazendo contas ao equilíbrio dos aquas e resolvi que o tipo de povoação neles não era a melhor, tanto em questões de quantidade como de equilíbrio de espécies que, não sendo mau, podia ser melhorado. Então resolvi mandar 4 Platies e 1 Guppie para um aqua de 70 litros que tenho nas Caldas da Rainha em casa da minha namorada e que está practicamente vazio; com isto, aqui o de 20 litros ficou um bocado mais espaçoso - com o casal de Mollies a desempenharem o papel de "personagem principal". :) Com o mesmo tipo de pensamento pus-me a olhar para o de 15 litros, que não está sobrepovoado mas sobre o qual não me consigo decidir sobre que espécie "âncora" nele hei-de fixar, tem neste momento uma Guppie e estou tentado a arranjar mais um casal da mesma linhagem (ou o mais semelhante possível) e manter no aqua um trio de Guppies. Claro que a questão da reprodução assusta-me um pouco já que não tenho propriamente muito espaço onde pôr um batalhão de Guppies. Tenho pensado sobre que outras opções tenho? Que espécie me possam interessar e que se dêm bem naquele aqua. Acho que vai ser uma ideia a desenvolver nos próximos dias.

Hoje há, infelizmente, a assinalar duas baixas: um Oto e um Nuvem Branca. Otos, já o segundo que me morre passado algum tempo de o ter no aquário, mas parece que neles isso é normal, é como que um período critíco ao qual muitos não resistem, seja como for terei que investigar mais sobre o assunto.

Hoje também, coloquei mais uma Eleocharis acicularis no aqua de 15 litros, o qual está um pouco diferente no aspecto geral. E não sei se não gosto mais de como estava antes.

Já ontem, tive que ir a Setúbal e aproveitei para fazer umas pequenas revitalizações no aqua de 15 litros que tenho lá e que tinha apenas 1 Nuvem Branca por morador neste momento. Levei mais 4 para lhe fazerem companhia e um casalito de Platies "Mickey Mouse" amarelos que cá tinha. Assim que puder coloco aqui o setup desse aqua.

Ainda hoje: foi dia de visita ao Oceanário, mas só isso é um grande post - que vai ter que ficar para amanhã!

10 de maio de 2006

Setup nº2

Enfim, o setup nº2 - o do aquário de 20 litros que tenho em Lisboa. Este é, possivelmente, de entre os meus aquas aquele que mais se aproxima de um plantado digno desse nome, as plantas não se estão a portar nada mal e ainda nem usei fertilizante. CO2 tem, de receita caseira que não está a funcionar como devia (situação em cuja correção vai consistir uma das minhas próximas intervenções no aqua). É um projecto de aprendizagem que me está a dar bastante prazer pelos resultados que até agora obti. :)

Setup nº2

Um plano parcial da frente do aqua.

Substracto:
Areão de rio pequeno, diversos seixos de rio.

Equipamento:
Lâmpada de 8 Watts Aqua-Glo.
Filtro de mochila com bomba Elite de 150 l/h, material filtrante de esponja e EHEIM substract pro.
Termoestato de 25 Watts.
Oxigenação com bomba Sicce AP2.
Termómetro autocolante.

Flora:
2 Cryptocoryne wendtii “Green Gecko”, altura de 5-10+ cm, largura de 8-10 cm, luz muito baixa (ou baixa ?) a alta, temperatura de 24-28 °C, pH de 6.2- 7.2, crescimento lento, origem no Sri Lanka.

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1 Echinodorus parviflorus, altura de 15-30 cm, largura de 15-30 cm, luz baixa a muito alta, temperatura de 20-30 °C, pH de 5,5-8, crescimento médio, origem na América do Sul.

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1 Didiplis diandra, altura de 10-15 cm, largura de 2-4 cm, luz média a muito alta, temperatura de 20-26 °C, pH de 5-8, crescimento médio, origem na América do Norte.

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1 Eusteralis stellata, altura de 15-25 cm, largura de 10-20 cm, luz alta a muito alta, temperatura de 22-28 °C, pH de 5-7, crescimento médio, origem na Ásia.

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1 Microsorum pteropus 'Windeløv', altura de 10-20+ cm, largura de 10-18+cm, luz muito baixa a alta, temperatura de 18-30 °C, pH de 5-8, crescimento lento, origem na Ásia.


Fauna:
Casal de Ramirezis Dourados (Microgeophagus ramirezi
), tamanho máximo de 7.5 cm para os machos e 5.5 para as fêmeas, temperatura de 25-29 °C, pH de 5-6.5, origem no Amazonas – Venezuela e Colômbia.

9 Neon Tetras (Paracheirodon innesi), comprimento máximo de 3 cm, temperatura de 20-28 °C, pH de 5-8, origem no Peru.

1 Ampulária Dourada (Pomacea bridgesii), diâmetro máximo de 6.5 cm, temperatura de 25 °C, pH de +-7, origem no Brasil.

1 Rã anã africana (Hymenochirus boettgeri), comprimento máximo de 6 cm, temperatura de 25 °C, pH de 7.5-7.8, origem no Brasil.

3 Camarões Amano (Caridina japonica), comprimento máximo de 5 cm, temperatura de 24 °C, pH de 6.7, origem no Japão

Pequenos upgrades

Se repararem andei fazendo uns acrescentos ao site, nomeadamente coloquei o AdSense e a Google Search Bar no blog. Não é que esteja à espera de ganhar dinheiro com o AdSense, duvido que alguém clique naquilo nos próximos anos, foi um pouco a curiosidade de ver que anúncios apareceriam misturada com a ansiedade de fazer coisas para enriquecer o site. A Search Bar foi motivada, um pouco, pelas mesmas razões.
Entretanto cá vou eu andando à cata de mais acrescentos giros para o blog.

9 de maio de 2006

Mollies

Bem, vou aproveitar uma aberta entre a aula e um inesperado teste de Pré-Clássicas que vou ter às 2h da tarde, para aqui colocar duas fotos das minhas belas aquisições de ontem, um casalito de Mollies Dálmatas. Tudo me parece indicar que se tratem de Poecilia sphenops, mas curiosamente os Mollies foram uma espécie a que nunca liguei muito nem nunca tinha tido nenhum exemplar, ou seja, posso afirmar que são animais dos quais ainda percebo muito pouco, estes estavam identificados como Poecilia latipinna se bem me recordo, mas as suas características não me parecem concorrer muito para essa classificação. Seja como for a pouca pesquisa que já fiz leva-me a crer que se trata realmente de Poecilia sphenops.
Já agora não resisto a contar aqui o motivo que me levou a investir pela primeira vez nesta espécie, foi muito simplesmente a expressão facial do macho, o caso é que a metade superior do seu olho esquerdo tem um pigmentação negra que, contrastando com o branco do resto do olho, cria a impressão de este estar semicerrado, uma mistura entre sonolência e desprezo pachorrento. :) Ora vejam:
Este é o macho, acho que a sua expressão justifica que o baptize, de Sancho, na tradição do carácter altivamente simplório de um Sancho Pança.
Aqui a femêa, um pouco mais pequena e que também mostra ter uma personalidade interessante.

Primeiras coisas primeiro

Aqui deixo, como prometido, a foto da próxima geração de Ampulárias Douradas. :)
Mais logo tenho novas aquisições a comentar, bem como duas baixas, infelizmente. Agora, infelizmente também, são quase 10h da manhã e tenho que ir para as aulas. :|

6 de maio de 2006

Supresas da natureza

Estava eu ontem a replantar no aqua de 30 litros de água fria (aquecida a 24°c) um pé em rebento de Cryptocoryne wendtii ''brown' que se tinha soltado, e de modo geral a certificar-me que deixava todos os aquas em ordem antes de ir de fim-de-semana para as Caldas. Abro a tampa do aqua e deparo-me com uma “coisa” de aspecto alienígena colada no interior da tampa do aquário, felizmente já tinha visto fotos de algo semelhante e rapidamente percebi que, no espaço de menos de uma semana, as ampulárias que foram morar para o aqua devem ter ficado bastante satisfeitas com o novo alojamento e resolveram aumentar a família! Confesso que senti uma ponta de orgulho misturada com uma ponta de apreensão, sendo, é certo, a dose de orgulho superior. O orgulho por ver a natureza assim em funcionamento no meu modesto aquário, a apreensão por não ter muito conhecimento do processo de reprodução das ampulárias e recear pela sobrevivência dos caracóis pequenitos perante o apetite dos dois orandas que mantenho no aqua. É também certo que se todos os ovos chegarem à idade adulta não vou saber o que fazer a tanta ampulária e terei que considerar tornar-me pioneiro de um nova forma de caracolada (estou a brincar, mas se por acaso se verificar um "baby boom" estou disponivel para doações ;) ). Então creio que o que vou fazer é não intervir e deixar a natureza seguir o seu curso, curso no qual me parece que pelo menos alguns dos jovenzitos sobreviverão. Entretanto já pesquisei um pouco e segundo me parece o tempo de incubação das Pomacea bridgesii é de cerca de 10 dias, vou pesquisar mais e tentar perceber se haverá algum modo mais indicado de lidar com esta surpresa.
Quando voltar a Lisboa vou tirar uma foto para aqui exibir.